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Há pouco mais de um ano, o então primeiro-ministro trabalhis 17443

Há pouco mais de um ano, o então primeiro-ministro trabalhista de Israel, Barak, declarou estar disposto a negociar a divisão de Jerusalém no quadro de um acordo geral na região. Foi, para o público interno, uma ousadia até inesperada, por tudo o que a cidade representa no imaginário dos judeus e dos israelenses em particular, e não apenas dos religiosos. Duas ações mudaram o panorama propício à paz: primeiramente, a desastrada e provocativa visita do general Sharon aos espaços sagrados dos muçulmanos; a segunda ação foi o ressurgimento da Intifada, aparentemente apenas um protesto contra a provocação de Sharon, mas provavelmente também uma jogada arriscada de Arafat, buscando aumentar seus trunfos em uma possível negociação que se avizinhava. Arafat correu o risco e se deu mal. Acabou sendo o principal eleitor de Sharon, nas eleições que foram convocadas por um Barak desmoralizado.Jaime Pinsky. Israel e palestinos: a hora da verdade. Correio Braziliense, 16/12/2001, p. 5 (com adaptações).A partir do texto, e tendo em vista o caráter estratégico e explosivo do Oriente Médio na geopolítica do mundo contemporâneo, algo que também se constitui em objeto de estudo da renovada Geografia dos tempos atuais, julgue o item seguinte.Quando o autor fala do que representa Jerusalém para o imaginário judeu e israelense, ele deve estar se referindo a dois aspectos: o religioso, pelo qual a cidade é a referência judaica, e o laico, que faz dela símbolo nacional.

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