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Há pouco mais de um ano, o então primeiro-ministro trabalhis 17446

Há pouco mais de um ano, o então primeiro-ministro

trabalhista de Israel, Barak, declarou estar disposto a negociar a

divisão de Jerusalém no quadro de um acordo geral na região. Foi, para o

público interno, uma ousadia até inesperada, por tudo o que a cidade

representa no imaginário dos judeus e dos israelenses em particular, e

não apenas dos religiosos. Duas ações mudaram o panorama propício à paz:

primeiramente, a desastrada e provocativa visita do general Sharon aos

espaços sagrados dos muçulmanos; a segunda ação foi o ressurgimento da

Intifada, aparentemente apenas um protesto contra a provocação de

Sharon, mas provavelmente também uma jogada arriscada de Arafat,

buscando aumentar seus trunfos em uma possível negociação que se

avizinhava. Arafat correu o risco e se deu mal. Acabou sendo o principal

eleitor de Sharon, nas eleições que foram convocadas por um Barak

desmoralizado.Jaime Pinsky. Israel e palestinos: a hora da verdade. Correio Braziliense, 16/12/2001, p. 5 (com adaptações).A

partir do texto, e tendo em vista o caráter estratégico e explosivo do

Oriente Médio na geopolítica do mundo contemporâneo, algo que também se

constitui em objeto de estudo da renovada Geografia dos tempos atuais,

julgue o item seguinte.A "provocação de Sharon", lembrada no texto, consistiu no passeio feito pelo líder direitista israelense em espaços sagrados muçulmanos, justamente na área em que estão localizadas as duas principais mesquitas de Jerusalém, o que trouxe duas conseqüências básicas: a reação palestina (Intifada) e o ganho eleitoral que o levou ao poder.

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